Ai e tal... isto anda fraco ultimamente; ando a modos que sem vontade para isto continuar. Cheguei a uma conclusão deveras filosófica.: Os blogs são porreiros para tempo de férias! Agora, quando se está todos os dias com o pessoal que vivem para o blog, deixa de fazer sentido "postar" aqui mais cenas... Ainda assim, pode ser que um dia destes me dê na veneta e me lembre de vir cá dar um saltinho. Coisas da vida. A todos os desconhecidos que visualizaram a minha página, um grande "shake-hands" convosco. Espero que tenham gostado...Até ao regresso do Fulaninho...
Observou o Ele Que a contemplava, apático. E, sob a luz alumiante da Lua, a rapariga gritou, Incapaz de suster a luta, o conflito entre o Si e o Eu!
Agoniada, tombou sobre o chão, Contorcendo-se espasmodicamente, epilepticamente electrificada, Enquanto a Igreja de Lamego fazia Soar as agoniantes badaladas da Extenuante meia-noite!
Já não havia tretas de Super-Homem, Como lera em Nietzsche; Os dois estavam a matá-la, A corrompê-la, A sangrarem-na, A fazerem-na vir-se!
Num colossal orgasmo, Ludovina morreu abandonada, Assassinada pela loucura megalomaníaca!
Mortificada, Delapidada, Virgem!
Renegada para a vala comum, Ludovina, a pobre de alma Que suspirava pelo Eu e o Tu.
Ora bem, o senhor Benjamim realizou um counter-attack ao meu strike ao Shô Garret. Embora pasmado com o senhor, vou apresentar-lhe os factos que julgo, pelo menos, ter observado em alguns livrecos. Porventura, talvez tenha sido enganado por algum informador da treta que por aí ande, ou então a minha mente, devido ao facto de não apreciar o senhor em causa, tenha exacerbado ao extremo as minhas críticas. Tentando bater os seus pontos, embora sem (penso eu de que) sucesso:
1- No meu texto, não critico o costume social de possuir várias amantes (aliás, penso até ser bastante saudável para uma vida masculina). Quantas gajas e ao mesmo tempo eles tiveram não me interessa minimamente. Apenas mencionei que penso que o Almeida deixou subir isso à cabeça, para se pôr todo convencidão nas suas obras.
2- Se o Almeida não tivesse introduzido o Romantismo em Portugal, julgo que o Alexandre se teria tornado no veículo que o faria, embora esta é uma questão de "e se"s, pelo que eu fico a perder. Há coisa de 5 horas não sabia, mas Herculano possuía um grande conhecimento da literatura alemã, pelo que o movimento "Sturm und Drung" não lhe passaria despercebido, tendo assim acesso ao romantismo. Garret pode, desta forma, não ter influenciado Herculano.
3- Pah, nesta questão, vou-te responder com o meu absurdo completo, uma vez que penso que vou perder a batalha deste terceiro ponto: Se ele falava muito e fazia pouco, era um gajo muito fixe, dado que Kant afirmava que "o que conta é a intenção". AHAH. Bem, após esta pequena senilidade, vou afirmar que, no meu texto original, apenas referi o seguinte:"Um, historiador inconformado com a política portuguesa"; não teci críticas a qualquer uma das inclinações políticas dos autores e nem afirmei as obras do mesmo tópico de ambos. Todavia, devo afirmar que concordo no facto de Garret ter ajudado bastante o sector da educação e, de uma forma geral, o país. Ainda assim, Herculano só não prosseguiu as suas compilações históricas devido a isto, que irei transcrever, da autoria de... pá, não sei de quem, mas está aqui na biografia do autor, no meu "Lendas e Narrativas": " Na realidade, a polémica levantada pelos meios clericais relativamente à omissão, no primeiro volume da História de Portugal, do «Milagre de Ourique» atingira o auge em 1850. Atacado na imprensa e inclusive por pregadores no púlpito, Herculano interrompe a História de Portugal para publicar a História da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal, onde Herculano verbera a política de intolerância religiosa." Portanto, podemos observar que ele levou nos cornos pelo público e clero devido a um factor religioso da treta, parando de escrever a sua maior cena. Desta maneira, ficou relegado para um canto da treta. Mas concordo que Garret teve maior importância a nível da nação.
4- Anti-Garretismo não é Anti-Romantismo; eu desprezo a obra literária do Almeida (tirando as peças de teatro), mas não critico o Camilo e o Herculano, os outros dois bastiões do Romantismo em Portugal (aliás, adoro os dois!). Eu apenas relego para um corner da minha estante essa pulga incongruente que é o Almeida. Ainda que não fosse ele o introdutor, o movimento acabaria por entrar em Portugal à mesma, pela mão de outro autor. Eu apenas foco o escritor em questão, no que toca ás minhas críticas. Devo dizer-te que, embora a minha inspiração supostamente oriunde dessa cadeia natural, não tenha lido quase nada sobre esses autores (como tu bem sabes, apenas o pequeno livro da Adília Lopes). Os meus escritos são relativamente originais no que toca a esse non-sense; saem naturalmente da minha pessoa, não me baseio nesses senhores que trazes sempre no bolso (referência ao filme "O Padrinho": Those politicians you carry in your pocket").
5(Corresponde ao penúltimo parágrafo) - Tens razão em que o ego melhora a obra literária, mas não tenho (e acho que não podes ter) certezas no que toca ao ego de Herculano. Dado que me é conveniente, contesto mais uma vez as suas afirmações de que "a modéstia é falsa"; pois sim, pode ser falsa, mas tem como objectivo a boa-educação (ainda que não seja uma Paula Bobone, essa está no último capítulo da História do Blogue"). Mas sim, Herculano tinha a mania de que era Gentleman (tal como eu tenho) e era tímido.
Termino assim a defesa das minhas convicções. Espero que medite no que escrevi e procure entender exactamente o que não aprecio no Almeida, pois levou uma vida do caraças (uma autêntica ramboiada), mas não me apelam os escritos.
A todos os outros, tiro-vos o chapéu por terem lido esta malucada até ao fim. Salute!