Segunda-feira, 12 de Maio de 2008

A saga dos deuses gregos/ Infelicidades de um filósofo

Capítulo 2

Tendo em conta o incremento dos actos de diletância diplomática que levaram ao infortunado malfuncionamento do meu MP3, Ivo Machado escreveu o seu sagaz e mui salutar livro, Quilómetro Zero.
Em resposta a tal publicação, Sartre apelidou-o de homossexual, pejoração não digna da sua pessoa, dado que Ivo era íntegro, com uma postura firme e estirpe nobre.
Enfurecido, Zeus, o novo governador lá do Alto, enviou um pouco da sua energia fulminante contra o filósofo que, protegido por um pneu que estava a reparar, saiu ileso do confronto.
Então, Afrodite deixou-o louco de amor por Paula Garvalho (o antigo patrão lá de cima). O God (ou melhor, a Goda) utilizou o seu poder para o paralisar; despiu-o e castrou-o com um bisturi.
Não existem palavras para descrever a dor do pensador. As Parcas decidiram cortar o fio da sua vida e, poucas horas após o crime, Sartre morria de insuficiência urinária (fez chichi para dentro).
Ivo lamentou a perda do seu crítico, pelo qual até tinha certa estima, uma vez que as suas ideias filosóficas até lhe agradavam. Tudo parecia ter ficado em bem.


Contudo, Apolo apaixonara-se perdidamente por um militar português, de seu nome José Ramos. Ao surgir-lhe, esqueceu-se de dois importantes pormenores: Ninguém sabia da queda de Paula e da ascensão dos ex-Olímpicos. O outro factor era bastante simples: José Ramos era ateu e, vendo o deus tentando espetar-lhe um ardente ósculo, levantou a sua G3 e perfurou-lhe o crânio com uma bala, enquanto gritava: “TOMA, DANADO ANJO!! CORNO!”
O seleuma deste imbróglio levou a que o busílis da questão se encontrasse no móbil do fito deste propósito, encaixado no objectivo a concretizar. Nem Asclépio foi capaz de curar o patrono da música; ainda não tinha lido devidamente o Livro da Saúde: Enciclopédia Médica Familiar, do Reader’s Digest.
O defunto encontra-se em preservação numa câmara frigorífica Grundig, à espera que o deus da cura termine a sua morosa leitura. Quanto ao terceiro filho de Paula, Mário, encontra-se em queda, sem inspiração para escrever ou improvisar nada em absoluto.

2 Espasmos:

Sofia disse...

Então era isto que tu hoje tanto escrevinhavas no intervalo.

"Quanto ao terceiro filho de Paula, Mário, encontra-se em queda, sem inspiração para escrever ou improvisar nada em absoluto."
Não percebi --' (eu percebi, mas não achei muita piada). É claro que o Mário está inspirado, é só ouvir a música mais linda que ele me compôs! *.*

Benjamim Natura disse...

Mas a modos que Sartre era um Deus Terreno que deixou um pedacinho de sémen em todas as mulheres com quem esteve. A Paula Garvalho foi uma delas, ou seja, Sartre, o Homem do Absurdo, é meu paizinho!!!